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© 2017 Cibele Codonho.

Fotos de Marco Aurélio Olimpio e Agnaldo Rocha Papa 

Todos os diretos reservados. Desenvolvido por Lucas Almeida

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Biografia

Se o músico canta aquilo que é e toca aquilo que vive, sentir as primeiras notas de Cibele Codonho é também ler sua biografia. Menina da Mooca, filha do violonista e cantor Odecio, do Trio Tambatajá, ela chega a um palco ou a um estúdio levando uma casa inteira nas costas. A alegria de uma infância nos anos 70 ouvindo o pai abrir e fechar vozes nos ensaios de seu trio, uma adolescência nos 80 levitando nas harmonias de Ivan Lins e de Os Cariocas e uma juventude nos 90 como colocando os japoneses em posição de reverência nas apresentações do grupo vocal A Três. Mas é a casa que a salva. Cibele pode habitar um ninho de cobras quando grava, trocando improvisos com Mark Kibble, o gigante do Take 6 que participa de seu disco, ou sendo guiada pelas bases do piano de seu produtor, o fera Pichu Borrelli, ou pelo violão imprevisível do eterno revolucionário dos acordes, Filó Machado. Ela voa aqueles sonhos todos de menina em apenas uma canção, escala montanhas pisando nas pedras certas, e sempre volta ao chão. É o caminho de sua emoção.

Ao contrário das biografias, um disco é um capítulo da história. E Afinidade é boa parte da bagagem que Cibele acumulou nesses anos de estrada. Fica fácil saber agora o que a levou a estar lado a lado do saxofonista e maestro Roberto Sion, da cantora Jane Duboc, do acordeonista Antônio Ferragutti, no Japão. De conseguir um arranjo do maestro Severino Filho para sua canção. De extasiar Djavan ao abrir seu show em São Paulo com o A Três, a ganhar a confiança artística e pessoal do desconfiado Johnny Alf, a respirar no mesmo palco das mesmas notas de Os Cariocas, Leny Andrade, Rosa Passos, Milton Nascimento e Alaíde Costa.Ao ser chamada para produzir, em 2002, o álbum Porto Seguro, de Filó Machado, sabia o que tinha a fazer: conter a usina indomável de ideias. E deu tão certo que, logo depois, em 2005, gravou com ele Tom Brasileiro, um álbum dedicado a Tom Jobim, dos poucos que não vem com a intenção de fazer da obra do maestro muleta ou trampolim. E assim, Cibele seguiu com Filó para o Festival Sotto le Stelle de Pescara, na Itália; Londres e Madri.

    De volta à casa, em 2009, previu que era o momento de homenagear o outro homem que lhe deu forma artística e essência musical fazendo, com participações de Miéle, Filó e do pesquisador Zuza Homem de Mello, o espetáculo Genialf, uma homenagem aos 80 anos de Johnny Alf, com shows na Caixa Cultural do Rio e de São Paulo. Há uma onda com a qual Cibele entra fácil em sintonia. Uma camada mais profunda,

explorada pelas texturas trabalhadas por Pichu ao longo das viagens de Afinidade. Sua história, mais uma vez, explica sua música. Foi com direção do jovem prodígio pianista e compositor Felipe Senna, com participação do clarinetista Proveta, que Cibele apresentou o espetáculo Vento Bravo, em 2010. Foi pelas mãos do saxofonista cubano Paquito D’Rivera que ela se apresentou no 15º Festival Internacional de Jazz de Punta del Este, no Uruguai, ao lado de gente como Claudio Roditi, George Cables, Johhn Lee, Cyrus Chestnut e Lewis Nash. “Quinta passada havia um cardápio musical de luxo. Eram, a rigor, três músicos: Pichu Borrelli no piano, Sidiel Viera no

baixo e Fabio Canella na bateria, e uma cantora que também é instrumentista, pois conta com uma reconhecida familiaridade com o piano e violão. Mas o que mais se destaca nesta brasileira particularmente bela é sua voz. Ela se chama Cibele Codonho e canta como ninguém”, escreveu o jornal uruguaio La Republica em  9 de janeiro de 2011.Sua voz passou ainda pelas gravações do projeto Canteiro – Músicas para Brincar, da arte educadora Margareth Darezzo; pela peça Chocolate Amargo, dirigida por Pedro Vieira; e pela obra de Gal Costa no espetáculo Falsa Baiana, ao lado de Filó Machado, em homenagem aos 70 anos de Gal. Seus voos pelo mundo, os amigos com os quais escalou montanhas e seus retornos solitários à casa de Seu Odecio podem estar todos lá, em apenas uma canção. É tudo o que faz Cibele tremer.

Codonho

Julio Maria

jornalista e escritor

        Ser o que serve e é servido, ser o que planta e sentar à mesa". A profecia de Milton Nascimento e Fernando Brant se impõe logo na entrada do disco de Cibele Codonho, em 'Casa de Marimbondo', e os corações já se desarmam para receber nas próximas onze músicas uma das maiores colheitas que a nova safra das inspirações reservava. 'Afinidade' é o servir e ser servido do início ao fim, o sentar à mesa para uma experiência intensa de sensações que raspam na dor e mergulham na felicidade".

Julio Maria
Jornalista e escritor

Cibele

Cibele Codonho